Distúrbios Hidro-eletrolíticos

 

Alterações de Nível Sérico do Potásio

 

 

Hipocalemia

 

Hipercalemia

 

 

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Tratamento

1. Calculo do Déficit de Potássio

Uma vez detectada a hipocalemia deve ser estabelecida a causa determinante, para uma avaliação da necessidade de reposição, sua velocidade e via de administração. A estimativa do déficit de potássio baseado na sua concentração sérica em hipocalemia não complicada pode ser avaliada pela seguinte generalização:

 [K] sérico < 3,0 mEq/L = Déficit ~10% do total;

[K] sérico < 2,5 mEq/L = Déficit ~15% do total;

[K] sérico < 2,0 mEq/L = Déficit ~20% do total.

·        O conteúdo total de potássio é cerca de 50mEq/Kg de peso:

Déficit de Potássio= (pesoX 50mEq/L) X (%deficit esperado para o K plasmático)

O importante para as células excitáveis é a razão entre o potássio intra e extra celular.

·         A velocidade máxima de reposição recomendada de potássio intravenoso varia de 10 a 20 mEq/hora.

·         O fluido de reposição deve ser mantido numa concentração de 40 mEq/L ou menos, se for administrado por veia periférica.

·         Velocidade de suplementação até 80 mEq/hora tem sido descrito em hipocalemias severas ([K] sérico < 1,5 mEq/L)

·         Monitorização cardíaca continua e dosagem do potássio plasmático a cada 3 - 6 horas deve ser realizada.

·         Em hipocalemia refratária à administração de potássio dever ser verificado o nível sérico de magnésio, que atua como cofator da Na-K ATPase,.

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Algoritmo

Tratamento

O grau da elevação do potássio e a severidade das modificações eletrocardiográficas determinam a abordagem adequada da hipercalemia.  Nos quadros severos ou sintomáticos o tratamento urgente do distúrbio eletrolítico precede qualquer outro procedimento.  O esclarecimento da causa do distúrbio eletrolítico permite uma programação do tratamento a ser instituído em pacientes portadores de hipercalemia.

 

1.    Antagonismo da ação do potássio na membrana celular (ação rápida)

      Cálcio

2.       Dirigir o potássio para dentro das células (ação intermediária)

      Insulina e glicose

Bicarbonato de sódio (principalmente em acidose metabólica)

Agonista β2 adrenérgico

3.       Remoção de potássio do corpo

Diuréticos de alça ou tiazídicos

Hemodiálise

 

1. Gluconato de cálcio:

·         Hipercalemia severa.

·         Dose usual: Gluconato de cálcio 10% - 10 mL – EV – lentamente (em 2 a 3 minutos)

·         Repetir após 5 minutos se não houver alteração do ECG.

2. Insulina e glicose:

·         Terapia efetiva  determina redução de 0.5 a 1,5 mEq/L de K plasmático, inicia-se em 15 minutos, pico em 60 minutos e perdura por várias horas.

·         Dose usual: insulina regular 10U em glicose 50% - 50mL (ou 1U insulina / 3g de glicose), seguido de infusão de glicose para evitar hipoglicemia.

3.Agonista B2 adrenergico:

·         Dose usual: salbutamol (aerolin) 10 a 20mg em 4 mL de solução salina – inalação por 10 minutos ou 0,5 mg EV.

·         Pico de ação por via endoovenosa em 30 minutos e 90 minutos por inalação.

4.Resina trocadora de cátions:

·         Dose usual: Poliestirenossulfonato de cálcio (Sorcal) – 15 a 30g via oral ou enema de retenção.

 

 

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