Hospital Israelita Albert Einstein 

Grupo de Suporte em Terapia Intensiva Neurológica

Profilaxia da Trombose Venosa  Profunda no Paciente Neurológico

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Fatores de Risco

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Bibliografia Recomendada

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Fatores de Risco para Trombose Venosa Profunda em  Neurologia    Volta ao Topo

O risco de desenvolvimento da TVP associa-se à patologia neurológica presente, e pode ser estratificado em três grupos, de acordo com a incidência observada de TVP.

Risco de Desenvolvimento de TVP

Patologia

Baixo: inferior a 10% Laminectomia
TRM sem lesão medular
Moderado: 10 a 40%

HSA
PO Neurocirurgia
TCE

Alto: 40 a 80% AVC com hemiparesia
DNM
Pós PCR
TRM com lesão medular
TU SNC

Além do risco de desenvolvimento de TVP inerente a patologia neurológica, fatores de risco adicionais aumentam a possibilidade do desenvolvimento de TVP, sendo os mais freqüentes: imobilidade, neoplasias, trauma, cirurgia, idade e alterações da coagulação. As alterações na coagulação descritas como associadas a patologias neurológicas com mais frequência são: Aumento do fibrinopeptideo A e do fragmento  b 15-42 do fibrinogênio, redução do TTPA, plaquetose com redução da adesividade, aumento do fibrinogênio, redução do plasminogênio e da fibrinólise em veias superficiais (AVC), CIVD subclínica (TU) e aumento do fator VIII (TRM).

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Recomendações                      Volta ao Topo

q       Há evidências suficientes para recomendar o uso de meias elásticas de compressão gradual em todos os pacientes de risco pelo baixo custo e ausência de complicações.

q       O uso de compressão pneumática intermitente é o método de eleição quando o método farmacológico estiver contra-indicado. Estes devem ser iniciados no pré-operatório ou assim que determinada a situação de risco e mantidos até que o paciente ande 3 a 4 horas por dia ou se estabeleça método alternativo eficaz. Têm baixa efetividade em pacientes de alto risco se utilizados isoladamente, mas recomenda-se sua associação à terapêutica farmacológica.

q       uso de heparina de baixo peso molecular em pacientes neurológicos e neurocirúrgicos pode ser considerado seguro e com risco mínimo de hemorragia significativa.

q       A heparina em baixas doses não aumentou o risco de sangramento quando utilizada em pacientes com AVCi.

q       uso de heparina de baixo peso molecular parece ser mais seguro e eficaz, quando comparado com heparina em baixas doses em todos os subgrupos.

q       A deambulação precoce deve ser estimulada em todos os pacientes possíveis.

q       As meias de compressão gradual devem ser indicadas para todos os pacientes com risco moderado/alto, exceto naqueles em uso do compressor intermitente pois não há evidencias de efeito sinérgico dos dois métodos.

q       A compressão intermitente deve ser realizada em todos os pacientes com HSA, até o tratamento definitivo, quando se deve iniciar profilaxia farmacológica.

q       Os pacientes com risco moderado/alto devem iniciar a profilaxia farmacológica. Nos pacientes considerados de alto risco, associa-se a compressão intermitente.

q       A manutenção da profilaxia a longo prazo, em pacientes neurológicos clínicos deve ser preferencialmente realizada com anticoagulantes orais.

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Bibliografia Recomendada                      Volta ao Topo

1.      Agnelli G, Piovella F, Buoncristiani P et al. Enoxaparin plus compression stockings compared with compression stockings alone in the prevention of venous thromboembolism after elective neurosurgery. N Engl J Med. 1998;339(2):80-5.

2.      Hamilton M G, Hull R D, Pineo G F. Venous thromboembolism in neurosurgery and neurology patients: a review. Neurosurgery. 1994;34(2):280-96. 

3.      Lazio B E, Simard J M. Anticoagulation in neurosurgical patients. Neurosurgery. 1999;45(4):838-47; discussion 847-8. 

4.      Turpie A G. Prophylaxis of venous thromboembolism in stroke patients. Semin Thromb Hemost. 1997;23(2):155-7.

5.      Wijdicks E F, Scott J P. Pulmonary embolism associated with acute stroke. Mayo Clin Proc. 1997;72(4):297-300.

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