HIPERTENSÃO PULMONAR - FLUXOGRAMA PARA A UTILIZAÇÃO DE ÓXIDO NÍTRICO INALATÓRIO

 

Indicações

Mecanismos de ação

Local de ação

Dose

Técnica de administração

Efeitos adversos

Suspensão

Metabolização

Cuidados

 

Voltar Pneumologia

 

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1.    INDICAÇÕES:

 

 A) Disfunção aguda de VD (SDRA, Embolia pulmonar)

 B) Pré e pós - operatório de cirurgia cardíaca, na cardiopatia congênita.

 C) Disfunção crônica de VD: identificar os pacientes respondedores, com resistências vasculares pulmonares elevadas (acima de 200 dinas.seg.cm -5.m-2)  - ponte para medicação via oral.

 

Obs.: Os “não-respondedores” são aqueles que possuem resistências vasculares pulmonares baixas ou normais, ou aqueles em que o componente de aumento das resistências vasculares pulmonares é inteiramente “fixo”, em relação a alterações anatômicas da parede dos vasos pulmonares ou tromboses vasculares.

 

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2.    MECANISMO DE AÇÃO:

 

 

 

 

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3.    LOCAL DE AÇÃO:

 

 

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4.    DOSE: 10 a 20 ppm (geralmente doses inferiores a 40 ppm)

 

Sugestão: Iniciar com 5ppm - elevar a dose de 5 em 5ppm a cada 20 min até 40ppm.  

Respondedores – queda do IRVP em 20% (sugere-se que todos os pacientes devam estar com monitorização hemodinâmica), aumento do DC, aumento da SatpO2, aumento da SatvO2, aumento da PAM, aumento do volume sistólico, melhora da performance do VD.

Obs.: Em estudos com voluntários sadios, doses de 25 ppm determinam aumento significativo dos níveis plasmáticos de nitrato e de metahemoglobinemia.

 

Havendo resposta e, de acordo com a fisiopatologia da doença, iniciar o uso de vasodilatador oral assim que possível – viabilidade do trato gastrointestinal (Sildenafil - dose sugerida:  25mg 4/4h).

* Contra-indicado Sildenafil em pacientes que usam nitrato, cirrose, instabilidade hemodinâmica e necessidade de drogas vasoativas.

 

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5.    TÉCNICAS DE ADMINISTRAÇÃO:

 

a)     Contínua: fornece um fluxo contínuo de NO regulado por um fluxômetro a nitrogênio, conectando o cilindro reservatório ao ramo inspiratório do circuito de ventilação.

“Efeito Bolha”: durante a expiração, cessa o fluxo proveniente do ventilador enquanto persiste o fluxo contínuo de NO, que se acumula no segmento inicial do ramo inspiratório do circuito. Durante a passagem do volume corrente seguinte, esta “bolha” de NO é propelida em direção às vias aéreas superiores. O volume da bolha será maior quanto maior o tempo expiratório.

É o método utilizado no CTI/HIAE

 

b)     Seqüencial: limita a administração de NO à fase inspiratória, sem a ocorrência de flutuações ligadas ao “efeito bolha”.

Obs.: O sistema ideal para a administração de NO seria aquele em que o fluxo de NO oferecido ao circuito fosse adaptado automaticamente aos níveis e padrão de fluxo inspiratório gerado pelo ventilador. Tal sistema permitiria, em qualquer modo de ventilação, variações espontâneas do volume corrente ou da forma do fluxo inspiratório, conservar constante a concentração inspirada de NO.

 

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6.    EFEITOS ADVERSOS:

Deve-se monitorizar NO2 e manter abaixo de 1ppm.

 

 

 

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7.    SUSPENSÃO do NO: Deve ser feita a redução lenta e progressiva. Sugere-se redução da dose de 5 em 5ppm a cada 4h, observando parâmetros hemodinâmicos e troca gasosa. A retirada abrupta pode levar a “colapso cardiovascular”, com queda na PAM, SatvO2 central e DC. Manter sempre a volemia otimizada. Quando a dose atingir 5ppm, suspender NO. Pode haver necessidade temporária de aumento da FiO2 após a suspensão. Sugere-se não utilizar NO por mais de 72h, pelo risco de intoxicação.

 

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8. METABOLIZAÇÃO: Urina (principalmente), fezes e saliva.

 

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9. CUIDADOS COM O PACIENTE EM USO DE NO:

 

-         Na necessidade de inalação, utilizar sempre broncodilatadores na forma spray.

-         Não desconectar o circuito, se possível (evitar troca de filtros, troca de trach-care).

-         Quando indicada monitorização de CO2, deverá ser acionada a compensação de NO do monitor (aos cuidados da fisioterapia).

 

 

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